Carta à Igreja de Filadélfia
Estamos estudando as cartas às 7 igrejas da Ásia. As sete cartas têm estruturas semelhantes e alguns detalhes em comum, de modo que possamos ter uma visão geral das mesmas. Neste domingo, estaremos estudando a carta à igreja de Filadélfia que apesar de toda a ação divina a seu favor, ainda lhe restavam algumas responsabilidades. O Senhor colocou diante daqueles irmãos uma porta aberta. Entretanto, entrar por ela ou não seria uma decisão deles. Queremos que Deus faça tudo sozinho? Ele não fará aquilo que é da nossa competência. Porta representa oportunidade , uma entrada, uma saída, um meio de acesso. Não sabemos qual era exatamente a porta que o Senhor abriu para aquele povo. Contudo, precisamos identificar as que ele tem aberto para nós. Não podemos ficar parados diante elas, esperando que ele nos carregue para dentro. Devemos levantar e andar. Precisamos tomar algumas decisões e iniciativas para não desperdiçarmos as bênçãos que o Senhor nos oferece. Não podemos fechar a porta que ele abriu, mas podemos negligenciá-la, sendo omissos, irresponsáveis ou preguiçosos. É o caso daquele que tem escola, mas não estuda; tem emprego mas não trabalha; tem ministério mas não exerce. De fato, cada dia de vida representa uma nova oportunidade que Deus nos dá, uma porta aberta para muitas realizações. O texto mostra ações de Deus e ações da igreja. O Senhor dá o que a igreja precisa, mas é nossa responsabilidade guardar o que recebemos (Observe o verbo "guardar" em 3.8,10,11). Guardamos aquilo que valorizamos . Temos a tendência de guardar costumes e tradições, mas precisamos verificar se estes são os verdadeiros valores do evangelho. O que a igreja de Filadélfia precisava guardar? Temos pelo menos dois tópicos fundamentais: o nome de Jesus (3.8) e a palavra de Deus (3.8,10). Este é o segredo de resistência do cristão contra o Inimigo. Se colocarmos o nosso nome, a nossa denominação, acima do nome de Jesus, corremos o risco de cair. Se negligenciarmos a palavra de Deus, cairemos de igual modo. Guardando a palavra, a igreja também seria guardada na hora da tentação. A carta à igreja de Filadélfia não traz nenhuma palavra de repreensão, mas de advertência. A igreja estava bem aos olhos de Deus. Porém, precisava manter sua posição de fidelidade e vigilância. Apesar de sua pequena força, seria vitoriosa sobre os emissários do inimigo ( 3.9), identificados como "sinagoga de Satanás". Filadélfia significa "amor fraternal" e na carta a ela destinada o Senhor Jesus faz uma declaração: "Eu te amo" ( 3.9). O amor do Senhor por nós nunca deve ser esquecido ou colocado em dúvida por causa das tribulações. Naquele momento histórico, Jerusalém e o templo já tinham sido destruídos. Lembrando disso, vemos com mais propriedade a promessa de bênção no fim da carta, onde são citados um novo templo e uma nova cidade: "Ao que vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu do meu Deus, e também o meu novo nome. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas." (Ap.3.12-13).
Venha participar de nossa Escola Dominical neste domingo.
R. Pedro Abelardo 130 - Jd. California
às 09:30hs.
0 Deixar comentário:
Postar um comentário
<< Início