19 fevereiro 2007

O poder da palavra

Que nenhuma palavra inconveniente saia da boca de vocês, ao contrario, se for necessário, digam boa palavra que seja capaz de edificar e fazer o bem aos que ouvem. (Ef 4:29)

O uso da palavra define o ser humano. Raramente, num instante de meditação, ficamos livres do pensamento. Uma das nossas características centrais é que falamos quase o tempo todo, não apenas com palavras físicas, mas também mentalmente. Quando não dizemos nada para os outros, estamos dizendo coisas para nós próprios.
Mas a palavra também é resultado prático de uma determinada experiência de vida. Jesus Cristo ensina: “A boca fala daquilo de que o coração está cheio. O homem bom do seu bom tesouro tira o bem, mas o homem mau do seu mau tesouro tira o mal. Eu lhes digo que de toda palavra inútil que os homens disserem darão contas no dia do Juízo. Pois por suas palavras você será justificado, e por suas palavras será condenado” (Mateus, 12:34-37).
Jesus, ao afirmar que seremos julgados pela nossa palavra, não quer nos ameaçar, quer chamar atenção pelo seu poder criador e transformador e nos lembrar que com ela transformamos o caos em ordem. Quer nos lembrar que tudo o que dissermos terá reflexo sobre nós. Assim, se nossa palavra for de destruição, sofreremos as conseqüências, o que já seria o julgamento divino exercido no presente. Jesus quer, também, nos dizer que a palavra deve ser acompanhada de responsabilidade e respeito humano. E, ao sermos convidados a seguir seus passos, somos chamados a fazer da nossa palavra instrumento da construção da dignidade, do crescimento e da valorização do ser humano.

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